O Ministério Público do Ceará (MPCE) oficializou a denúncia contra quatro homens acusados de tentar fraudar o concurso público para o cargo de Guarda Municipal de Tauá. As provas objetivas foram aplicadas no dia 07 dezembro de 2025 pela banca CEV/UECE.

O grupo foi flagrado após os fiscais da Universidade Estadual do Ceará e Prefeitura, suspeitarem de um comportamento estranho na Escola Dondon Feitosa e no Campus da UECE. Imediamente a Polícia Civil foi acionada, localizou e conduziu os suspeitos para a Delegacia, onde foram realizados os procedimentos, seguido da instauração do inquérito policial. 

O Delegado Dr. Danilo Távora, responsável pelo inquérito informou que as as investigações apontaram para a atuação de dois grupos distintos e sem nenhuma relação de conluio, sendo um da região de Crateús e outro dos Estados de Pernambuco e Bahia. Ele acrescentou que um desses grupos também está sendo investigado por fraude ao concurso da própria Polícia Civil do Estado do Ceará. 

Na época, a Prefeitura de Tauá e a UECE colaboraram com as investigações para garantir a integridade do certame para os demais candidatos.

Ainda segundo o Dr. Danilo, as investigações relacionadas ao concurso de Tauá seguem em andamento.

Acusados são denunciados pelo MPCE

Após receber e analisar o inquérito da Polícia Civil, o promotor João Batista Fontenele Neto, da 4ª Promotoria de Justiça de Tauá, oficializou a denúncia ao Poder Judiciário. Segundo o MPCE, o esquema envolvia a transmissão ilícita de gabaritos e o uso de aparelhos eletrônicos.

Foram denunciados, Melquizedeque Sá Soares, apontado como organizador do esquema; Francisco Leonardo Ferreira de Souza, que teria pago R$ 10 mil para receber as respostas; Delclécio Beserra Cavalcante, que saiu da prova com gabarito anotado; e Kleiton Fabrício Soares de Araújo, agente penitenciário denunciado por transportar materiais usados na fraude. 

Os envolvidos foram enquadrados no artigo 311-A do Código Penal, que trata da utilização ou divulgação indevida de conteúdo sigiloso de concursos públicos. Se condenados, as penas podem variar de 1 a 4 anos de reclusão, além do pagamento de multa.

Repórter Wilrismar Holanda

*Com informações do MPCE

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