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O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou lei que regulamenta o uso dos recursos não aproveitados do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) e de seu antecessor, o extinto Fundef, para o pagamento do magistério na educação básica da rede pública de ensino.
A Lei 14.325/22 foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (13).
Originada no Projeto de Lei 10880/18, do então deputado JHC (AL), hoje prefeito de Maceió, a norma foi aprovada em novembro pela Câmara dos Deputados e em março pelo Senado Federal.
O texto trata do chamado "passivo do Fundef" — decisões judiciais que obrigaram a União a corrigir para cima seus cálculos e complementar sua participação no fundo. Essa complementação foi feita por meio de precatórios, títulos que reconhecem dívidas de sentenças transitadas em julgado contra a administração pública.
O valor a ser pago a cada profissional será proporcional à jornada de trabalho e aos meses de efetivo exercício no magistério e na educação básica. O texto especifica que os valores pagos têm caráter indenizatório e não podem ser incorporados aos salários ou às aposentadorias.
Critérios
Terão direito a receber os benefícios os profissionais do magistério da educação básica que estavam no cargo, com vínculo estatutário, celetista ou temporário, durante o período em que ocorreram os repasses a menos do Fundef (1997-2006), Fundeb (2007-2020) e Fundeb permanente (a partir de 2021); e os aposentados que comprovarem efetivo exercício nas redes públicas escolares nesses períodos, ainda que não tenham mais vínculo direto com a administração pública, e os herdeiros, em caso de falecimento dos profissionais.
A norma estabelece que os estados, o Distrito Federal e os municípios definirão em leis específicas os percentuais e os critérios para a divisão do rateio entre os profissionais beneficiados.
A aprovação da lei fez parte do acordo que assegurou, em dezembro passado, a aprovação da chamada PEC dos Precatórios, transformada na Emenda Constitucional 113. A emenda permitiu ao governo parcelar uma parte do pagamento de seus precatórios, a fim de liberar "espaço fiscal" para o Auxílio Brasil, programa social sucessor do Bolsa Família. Havia o temor de que o parcelamento dos precatórios acarretasse perda salarial para o magistério, ao atingir o "passivo do Fundef".
O Fundeb foi criado em 2007, sucedendo o Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério), instituído em 1996. O princípio de ambos é o mesmo: com recursos de União, estados e municípios, financiar a melhoria da educação básica pública. Em 2020, a Emenda Constitucional 108 tornou permanente o Fundeb, até então provisório.
Clique Aqui e veja a lei sancionada
Tauá
Em entrevista concedida ao Blog do Wilrismar no dia 20 de março, a prefeita de Tauá Patrícia Aguiar disse que em breve anunciará uma boa notícia sobre o pagamento dos Precatórios do Fundef dos profissionais da Educação do Município.
Na ocasião, a gestora afirmou que o projeto de lei aprovado em março pelo Senado, e agora sancionado pelo Presidente da República, regulamentando o assunto, pode ser a segurança jurídica que ela estava esperando para ratear os 60% dos precatórios entre os professores.
Patrícia Aguiar lembrou que o recurso(mais de R$ 81 milhões, valor da época), está depositado e aplicado em conta bancária específica aberta pela Prefeitura na agência do Banco do Brasil de Tauá, não sendo necessário o parcelamento do pagamento em 3 anos, como ocorrerá com a grande parte dos Estados e Municípios. Ela reafirmou que os valores serão depositados direto nas contas dos professores.
O levantamento das folhas de pagamento da Educação já foi iniciado.
Relembre a entrevista da prefeita de Tauá
Agência Câmara de Notícias/Blog do Wilrismar