
Em reconhecimento pelos serviços prestados ao Ceará e ao Brasil, os cientistas cearenses que desenvolveram o capacete Elmo — inovação usada no tratamento de pacientes com Covid-19 — receberam na noite desta sexta-feira (25) a Medalha da Abolição (2020-2022), a principal honraria do Estado. A fisioterapeuta tauaense Luiza Gabriela, filha da Sra. Hilma Carvalho e do empresário Laerte Gomes, foi uma das agraciadas.
A comenda foi entregue pelo governador Camilo Santana (PT). “Nós sabemos o que representou o capacete na pandemia. Não só para milhares de cearenses, mas, também, para os brasileiros. O capacete reduziu em 60% a necessidade de intubação de pacientes com Covid-19. E foi uma parceria entre iniciativa privada, academia e poder público. Homenagem mais do que justa”, celebrou o governador.
O médico Marcelo Alcântara, um dos idealizadores do capacete, disse que recebe a honraria “com muita gratidão” não só ao Governo do Estado como, também, à sociedade, “que reconheceu no Elmo uma forma de enfrentamento coletivo à pandemia”.

Tauaense Luiza Gabriela integra equipe que criou o Capacete Elmo
A equipe que desenvolveu o capacete Elmo é composta por: Carlos Eduardo Bastos Salles (Esmaltec), Marcelo Alcântara Holanda (ESP), Luiza Gabriela de Carvalho Gomes Frota (ESP), David Guabiraba Abitbol de Menezes (ESP), Jorge Barbosa Soares (Funcap), Paulo André de Castro Holanda (Senai), Ataliba Holanda Neto (Senai), Bruno Henrique Rodrigues Santos (Senai), Gustavo Rodrigues Santos (Senai), João Luís Pinheiro Giffoni (Senai), José Arimar Fernandes Neto (Senai), Luiz Soares Júnior (UFC), Jarbas Ariel Nunes da Silveira (UFC), Fábio Cisne Ribeiro (UFC), André da Silva Machado (UFC), Francisco Rodrigues Porto Cavalcanti (UFC), João José Vasco Peixoto Furtado (Unifor), Herbert Lima Santos da Rocha (Unifor) e João Batista Furlan Duarte (Unifor).
Instituída em 1963, a Medalha da Abolição reconhece o trabalho relevante de brasileiros para o Ceará ou para o Brasil. Os nomes são escolhidos por uma comissão instituída em decreto estadual.
Neste ano, nove personalidades de diferentes setores foram homenageadas. A cerimônia não ocorria desde 2019, quando os principais agraciados foram os bombeiros que atuaram no resgate das vítimas do desabamento do Edifício Andrea, em Fortaleza.
- Capacete Elmo;
- Maria do Perpétuo Socorro França Pinto, ex-procuradora-geral de Justiça do Ceará e titular da Secretaria de Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos;
- Espedito Seleiro, artesão e Mestre da Cultura do Ceará;
- Tom Cavalcante, humorista, ator, apresentador, radialista e dublador;
- Maria Nailde Pinheiro Nogueira, desembargadora e presidente do Tribunal de Justiça do Ceará;
- Preto Zezé, presidente da Central Única das Favelas, empreendedor, produtor cultural e musical;
- Amanda Lyssa de Oliveira Crisóstomo, jogadora de futsal, tricampeã mundial com a Seleção Brasileira de Futebol e eleita oito vezes a melhor do mundo na modalidade;
- Cid Ferreira Gomes, senador da República, governador do Ceará por oito anos e ex-ministro da Educação;
- José Ricardo Montenegro Cavalcante, industrial cearense há 34 anos e presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).
Amandinha, jogadora de futsal, não compareceu à cerimônia, mas agradeceu em vídeo a honraria. "Tô muito feliz em poder receber essa medalha. Onde quer que eu vá, sempre tenho muita felicidade em dizer que sou cearense e que represento esse Estado maravilhoso", disse.
O presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, também foi agraciado com a comenda.
O senador Cid Gomes ressaltou a simbologia em ser homenageado pelo seu sucessor no Governo do Estado: "É simbólico o Camilo ser o governador que me sucedeu e, ao final do oitavo ano de mandato dele, (conceder a homenagem). Tenho certeza que isso é muito mais uma homenagem a um estilo político de lealdade, de respeito, de valorização dos méritos, do que qualquer outra coisa", disse Cid, ao ser perguntando sobre os motivos da homenagem.
Os três foram os escolhidos na edição da honraria de 2022.
.jpg)
O Elmo foi pensado em abril de 2020, no início da pandemia de Covid-19 no Brasil, quando ainda se sabia pouco sobre a doença, a demanda por assistência era maior do que a capacidade de atendimento e os hospitais estavam com poucos respiradores mecânicos.
A ideia, com o capacete que funciona como um suporte de ventilação, era evitar que os pacientes fossem intubados pela falta de aparelho para auxiliar o trabalho dos pulmões.
Site: Diário do Nordeste