
Enquanto o Ceará segue acumulando casos do novo coronavírus – já são 1.668 desde o início dos registros, em 15 de março –, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) inicia oficialmente uma nova etapa no tratamento em pessoas com a doença. A Pasta publicou, ontem (11), novo protocolo de manejo clínico de pacientes com confirmação para Covid-19.
O intuito é frear a evolução da doença, que já matou 74 pessoas, segundo dados divulgados pelo IntegraSUS, plataforma digital da Sesa, em atualização feita às 17h. No dia anterior (10), também às 17h, o boletim indicava 67 mortes e 1.558 casos no Estado; assim, foram registrados 110 novos casos e sete óbitos.
Ao todo, os casos estão distribuídos por 56 municípios cearenses; destes, 14 apresentaram óbitos. Fortaleza continua sendo a cidade que reúne os maiores números de casos confirmados e mortes, sendo 1.457 e 58, respectivamente. A taxa de letalidade na Capital é de 3,98, enquanto a do Estado é de 4,44. As faixas etárias que reúnem a maior quantidade de casos confirmados oscilam entre 30 e 49 anos para ambos os gêneros. Ainda de acordo com o boletim do IntegraSUS, são 368 pacientes mulheres nesse intervalo de idade, e 370 homens.
Na comparação entre dados divulgados ontem (11) pela Sesa, às 14h15 e às 17h, foram 30 novos diagnósticos da doença — 28 deles na Capital e dois no Interior do Estado — e mais seis mortes, sendo cinco em Fortaleza e uma em Limoeiro do Norte. De acordo com a Secretaria, foram realizados 6.462 testes para o novo coronavírus, entre 10.257 casos suspeitos em todo o Ceará.
O novo manejo clínico dos pacientes com Covid-19 inclui o uso da cloroquina ou da hidroxicloroquina em pacientes internados nos hospitais estaduais do Ceará. As diretrizes foram desenvolvidas pela Secretaria da Saúde do Estado, através da Escola de Saúde Pública do Ceará Paulo Marcelo Martins Rodrigues (ESP/CE).
Tratamento
A medicação será utilizada em pacientes no estágio de internação hospitalar, associada a corticoide, antitrombótico e antibióticos conforme avaliação médica, a fim de evitar que os sintomas iniciais não evoluam para infecções mais graves em pacientes já hospitalizados. Também será considerado o uso de medicamento antiviral para Influenza em casos suspeitos dessa condição.
“Esse protocolo é muito simples. Pode ser usado em qualquer município cearense. E nós vamos analisar em cima do nosso registro estadual de todas as unidades, como é que isso se comporta. A gente espera reduzir em até 20% a necessidade de UTI com a aplicação dessa estratificação precoce”, destacou o secretário da Saúde do Estado, Carlos Roberto Martins, o Dr. Cabeto, durante coletiva realizada na última quarta-feira (8).
Distribuição
Uma nota técnica publicada pela Sesa na última segunda-feira (6), sobre distribuição e fluxo de acesso aos medicamentos hidroxicloroquina e cloroquina, detalha que as substâncias deverão ser distribuídas entre hospitais, preferencialmente aqueles com plano de contingência para Covid-19, e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
As substâncias, de acordo com a Agência Nac</MC></MC>ional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ainda não tiveram sua eficácia comprovada para o tratamento da Covid-19. A Agência já aprovou a condução do primeiro estudo para a cloroquina e a hidroxicloroquina no Brasil, e informa que os resultados desse e de outros estudos “são necessários para que se chegue uma conclusão quanto à segurança e à eficácia desses medicamentos no tratamento da doença”.
Site: Diário do Nordeste