
Morreu por volta das 23h de ontem(16), no Hospital de Messejana, em Fortaleza, o empresário tauaense Teobaldo Cidrão, 79 anos. Ele sofreu parada cardiorrespiratória e não resistiu.
O empresário e escritor havia sido transferido para a capital no último dia 06 de fevereiro após sofrer infarto na UTI-Covid do Hospital Dr. Alberto Feitosa Lima, em Tauá.
Familiares disseram ao Blog do Wilrismar na manhã de hoje(17), que Teobaldo vinha apresentando um quadro de estabilidade para ser submetido a um cateterismo, mas o quadro piorou e ele faleceu.
O empresário foi vereador no período de 1970 a 1973, e de 1976 a 1982, presidente da Associação Comercial de Tauá, Vice-presidente da CDL, e ultimamente dirigia a Coodata. Teobaldo também era escritor e estava preparando o lançamento de 3 obras literárias. Ele também disputou cadeira de Dep. Estadual em 1974 e ficou com suplente.
Como desportista, foi um dos fundadores do Tauá Esporte Clube, um dos times tradicionais do futebol local.
O corpo deverá chegar a Tauá no início da tarde de hoje(17), e será sepultado no Cemitério São Judas Tadeu.
Condolências aos familiares.
Teobaldo foi entrevistado pelo Jornal Diário do Nordeste em 2005 e falou sobre o combate a ditadura militar
Em Tauá, município situado a 344 quilômetros de Fortaleza, Francisco Teobaldo Cidrão Souto foi um dos perseguidos pela ditadura militar. Ele, hoje com 62 anos de idade, era amigo do padre italiano José Pedândola, pároco da igreja matriz daquele Município. No início dos anos 70, junto com os religiosos da cidade e demais líderes populares ligados à Igreja, o então vereador Teobaldo Cidrão participava das reuniões secretas que ocorriam na casa paroquial.
Ele explica que os encontros precisavam ser às escondidas porque os integrantes dos movimentos sociais e padres eram vigiados pela Polícia Federal e até mesmo por agentes do Serviço Nacional de Informaçõe (SNI). Nessas reuniões, eram definidas as formas de agir para conscientizar a população dos municípios da região dos Inhamuns.
Por defender essas idéias em pleno regime de exceção, Teobaldo Cidrão foi apelidado de “vermelhinho” pela Polícia. Denunciado às autoridades como “subversivo e perigoso”, foi convocado a depor na Polícia Federal, em Fortaleza. Durante o interrogatório, chegou a ser agredido, mas terminou sendo liberado. Membro do Partido Comunista do Brasil, com o pseudônimo de Pedro Paulo, anos depois foi perseguido pela própria Polícia Federal.
Nunca foi pego. Mas para ficar “livre” se escondeu em várias fazendas de municípios como Parambu e Novo Oriente. Foi procurar refúgio até mesmo em Camocim, Município localizado na região Norte do Estado. Lá, fez um pronunciamento para 1.500 pessoas, combatendo o regime. Para seu azar, na platéia existia um agente federal infiltrado, acompanhado de uma americana. Logo depois do discurso foi retirado da cidade. O destino agora era Sobral, onde ficou escondido na fazenda do padre Palhano.
Lembra que quase ia ao Araguaia para dar continuidade ao seu ideal de combater as injustiças sociais, que naquele momento eram corporificadas na ditadura militar. No entanto, recebeu “ordens superiores” do Partido Comunista do Brasil para continuar no Interior do Ceará. A coragem de lutar para derrubar o regime de exceção lhe custou também uma espera de sete anos para ingressar no Banco do Nordeste do Brasil.
Apesar de ter sido aprovado no concurso público realizado em 1968, disse que várias pessoas com pontuação inferior a que obteve foram contratadas antes dele. Isso ocorreu porque “os agentes (da repressão) diziam que eu era um elemento perigoso e não podia entrar no Banco”. A mudança de opinião das autoridades só ocorreu, em sua avaliação, porque foi candidato ao parlamento estadual e conseguiu ser “bem votado”. Ele concorreu pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), agremiação que ajudou a fundar em Tauá.
Depois de contar fatos ocorridos nos chamados anos de chumbo, desabafou: “não gosto de lembrar da ditadura. Isso (a ditadura) me dá um nojo. Não é brincadeira ver amigos assassinados, torturados e estuprados”. Daquela época, a boa lembrança fica apenas por conta de dona Sotelina Cardoso Cidrão, sua esposa. Ela lhe deu total apoio nas atividades que desempenhava.
03 de Janeiro de 2005.
Reportagem: Antônio Simões
Site: Diário do Nordeste
Francisco Arnaldo De Oliveira
17 fev 2021Meus sentimentos aos familiares e amigos...
Francisco Arnaldo De Oliveira
17 fev 2021Meus sentimentos aos familiares e amigos...
macelio mota
17 fev 2021que DEUS conforte toda familia,
Teobaldo Cidrão começou o seu Céu aqui na Terra.
17 fev 2021Teobaldo, por onde passou, deixou sua marca de justiça social, cravada em nossos corações. Deus continua te abraçando.
Liberato Gomes Aguiar
17 fev 2021Teobaldo. um. Tauaense. Guerreiro. lutou muito. por. um. lugar de valor na sociedade e. conseguiu era. eu. um. admirador da. sua. luta. pêsames. a. familiares. e. amigos. vai. com. Deus.
Que Deus receba na Glória. Meus sentimentos aos familiares
17 fev 2021Está com Deus
Que Deus receba na Glória. Meus sentimentos aos familiares
17 fev 2021Está com Deus
Que Deus receba na Glória. Meus sentimentos aos familiares
17 fev 2021Está com Deus