O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), publicou na última sexta-feira (22) a Portaria nº 1.630 que reconhece oficialmente a raça ovina Berganês. 

Com a medida, a Berganês passa a integrar oficialmente o conjunto de raças ovinas reconhecidas pelo Ministério. 

O registro genealógico permite a identificação, o controle e o acompanhamento zootécnico dos animais, contribuindo para a organização da cadeia produtiva, a preservação das características raciais e o aprimoramento genético dos rebanhos.

Raça é oriunda da Região Nordeste

Grupo genético típico da região de Dormentes, no Sertão Pernambucano, o berganês é resultado do cruzamento entre ovinos das raças Santa Inês e Bergamácia, com a intenção de produzir animais maiores e mais pesados para a produção de carne. Esses cruzamentos vêm sendo realizados desde o final da década de 1980, no entanto, através do projeto de pesquisa, foi possível realizar a caracterização desses animais, que apresentam aspectos únicos de um grupo racial e com características próprias da região. 

Segundo produtores que exploram a raça, animais campeões em feiras agropecuárias mostraram que esses ovinos possuem, em média, 4,5 kg de peso ao nascer e 12 kg aos 30 dias de vida, podendo atingir de 130 a 140 kg com 18 a 24 meses, com excelente conformação de carcaça e marmorizada.

Autorização

A Portaria autoriza a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) sediada em Bagé, no Rio Grande do Sul, a executar o serviço de registro genealógico dos animais registrada no Mapa sob o nº 007, conforme previsto na legislação que regulamenta o serviço de registro genealógico animal.

Repórter Wilrismar Holanda

*Com informações do MAPA/Site Berganês

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